segunda-feira, 20 de junho de 2016

Teve até pole dance!

ATENÇÃO!!!!! Tirem as crianças da sala ... ops ... do vagão!

Você está podre! O dia foi dureza, você acordou super cedo, enfrentou ônibus, trem, metrô todos lotados, teve aquele dia de cão no trabalho, está saindo mais tarde ... ufa! Tudo o que você queria era pegar o seu banquinho e sair de mansinho.

Ok, estou no trem e, como está fora do horário de pico, consegui sentar e agora me sinto o Jack Bauer: tenho umas 24 horas para chegar em casa. Tirei meu travesseirinho (tanto tempo de estrada que a gente até tem uns truques para se sentir confortável no tranporte rsrs) da bolsa e posicionei minha cabeça gentilmente na janela do trem e iniciei meu cochilinho. 

BLÉEEEEEEEEEEEIM! Me entra aquela criatura com um violão no vagão, vestido como se estivesse vindo de Woodstock e a crise da água do Alckmin já havia começado por lá (Nada contra Woodstock, sou louca pelo Jimi Hendrix, mas aquela catinguinha! PQP!). 

O "cantor" começou sua canção. Além de não cantar bem, as letras não faziam sentido, até porque eu  acho que ele nem sabia o que estava cantando, mas estava bem animado. 

Ele fazia uns intervalos com o violão para tocar algo que parecia uma flauta estilo peruana (Gente, me desculpem aqueles que gostam das flautas peruanas, mas não aguento mais passar pelo centro da cidade e ouvir aquela musiquinha "tututu tututu tuuuuu". Pronto falei!). Com a flauta na boca, ele fazia uns movimentos estranhos com a cabeça como se estivesse curtindo outra música que não era bem aquela que ele estava cantando. Bem assim, oi? (Mano que tóxico louco é esse aíiiiiii?!) E então ele voltava a cantar com o violão.

Juro que me deu uma vontade de sair correndo do vagão quando as portas se abriram, mas ainda faltavam tantas estações para chegar a minha casa e vai saber se conseguiria me sentar no trem seguinte. Tudo isso conta, meu filho! Resolvi esperar que ele terminasse e saísse do trem para que eu pudesse voltar ao meu cochilo sossegada.

O problema é que aquele Patropi não parava e não parava nunca, até que outro passageiro gritou "Cala a boca que tá ruim!". Ele parou ... eu fiquei aliviada por um segundo ... e ele olhou para seu reflexo na porta e fez uma cara de ué, meio arqueando a sobrancelha e sem entender o que havia acontecido. Como se ele não entendesse que ele pudesse ser tão ruim, já que, na cabeça dele, ele estava arrasando como um verdadeiro Rock Star. Essa reflexão dele durou mais ou menos uns 2 minutos (Sério!) Daí ele voltou a cantar!

E eu quase chorando, quando outro ser se levantou para dançar (Não, não e não. Pára mew!). A pessoa tribêbada. Sim, "tri", e porque não? Vamos fazer uma analogia: esse ano você tomou sua vacina H1N1 Trivalente (tomara que sim meu Jesus Craisti, porque dizem as más línguas que está em "falta". Deixa pra lá.) isso significa que você está três vezes protegido, será? Enfim ... se não era isso agora já foi, senão vou ter que pensar num outro exemplo e isso leva tempo.

Essa pessoa tribêbada estava numa situação três vezes pior que a bêbada. O futum dava para sentir a quilômetros, as pernas já estavam fazendo trança embutida, fazia aquele bico que bêbado faz quando quer falar, mas naquela caso, não saia mais som, assim ... tudo zuado demais. Ah, mas pra cantar né? Aí a desgraça conseguia fazer de boa (Tá, de booooooa também não precisa forçar, né?). O tribêbado cantava, rodopiava e caia, não necessariamente nessa ordem, mas acontecia bastante.

Eu já estava até conformada, minha estação estava quase chegando, o bebum estava longe de mim, eu estava acostumando com a música, mas aí uma coisa me chamou a atenção: sabe aqueles balaústres  ou "pega-mão" para segurar no transporte (vejam a imagem abaixo e vocês entenderão) que até parecem aqueles de pole dance (hehehe)? Pois é! A pessoa estava com as costas apoiadas no balaústre ou no pega-mão (como preferirem, até porque eu não sei o nome direito haha) e seu "popô" era um pouco, digamos assim, avantajado. Daí seus olhos percorriam o balaústre nas costas até que de repente, sumia rsrs. A mulher, além de estar naquela posição, ficava mexendo o corpo para acompanhar a música. E se você pensa que ela estava constrangida, engana-se porque ela não estava nem aí para os olhares dos demais passageiros. Em parte concordo com ela, não tem que estar nem aí mesmo, mas por outro lado, eu não me sentiria bem naquela situação. Eu acho muita bizarrice, gente!

Demorou um pouco para eu conseguir limpar aquela bendita visão dos meus olhos e da minha mente. Gzuis! Mas, em casa, com um pouco de paciência, banho quentinho e relaxante e uma Neosaldina, eu fiquei ótima. Só não falo pronta para outra porque aí já é forçar demais no pole dance, né pessoal?!


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos ...

Eu sei lá o que é um mafagafo! Confesso que o som desse famoso trava língua logo me veio à cabeça naquela hora. Pensei aliviada "Que loucura, mas ainda bem que não sou eu quem está engalfinhada naquele bololô. E foi por isso que me lembrei do ninho de mafagafos (tendeu o raciocínio? engalfinhada - mafagafinho, não? Nem eu, mas o meu cérebro tem dessas coisas).

Fato é que presenciei uma cena inacreditável no metrô, mais precisamente no trem, porém, antes disso:

Como hoje estou uma pessoa gramática (pensei em fazer um trocadilho com dramática, mas achei muito ridículo e ainda assim eu deixei isso aí no texto, só pra você ver como eu posso ser ridícula, às vezes só, hein?), vamos às definições:

Mafagafo (ajuda aí tio Google): Criatura maligna comumente associada a histórias e/ou cantigas infantis, porém a mitologia insiste que na religião Budéica, eles poderiam ser manifestações do demônio em pessoa. (Afe mano, pára com esses paranauês aí. Encerrei as pesquisas, próximo!).

Engalfinhar: Ato de brigar fisicamente com outra pessoa, agarrando-se os oponentes um ao outro; Sofrer e provocar agressão corporal mútua; Lutar aos agarrões com alguém. Hunf! Vai vendo onde isso vai dar!

Bololô: aahhhhhh já deu né?

Tudo começou há um tempo atrás, na ilha do soooooooool (Ôoooooo breguice boa de relembrar hein? Quer apostar quanto que alguma tiazinha falou bem assim "Aaaaii do meu tempo isso. Adorava aquele rapaz, o Netinho né?" Tsc tsc, também, para quê eu fui começar?!). Enfim, tudo começou assim:

Um casal estava de pé no trem que estava meio cheio e o rapaz, para tentar proteger a namorada (Aaaain que tchutchuco fofo!), a colocou no corredor e ficou mais para a porta. Quando o trem já está meio cheio no início do trajeto, o melhor é se proteger da porta mesmo, porque o povo vem que vem nas próximas estações.

Bem, daí um engraçadinho avistou a moça, que era bem bonita por sinal (Isso não justifica nada de forma alguma mesmo!) resolveu dar uma de palhaço. O trem ainda não estava abarrotado de gente, mas o fulaninho meio que "encoxou a moça" como se milhões de passageiros o estivem empurrando.

A menina, já toda sem graça, estava se jogando para frente para escapar do homem ridículo e, a impressão que dava era que ela não queria despertar a atenção do namorado. Talvez ele fosse muito ciumento, daqueles que causa transtornos, sabe? O fato era que ela estava quase caindo e acabou deixando sua sacola cair no colo de um senhorzinho que estava sentado a sua frente e cochilando (Tadinho do bichinho!) e, no susto eis que o tiozinho grita "Êeeeeeeeeepa" (Lembra da Vera Verão? Putz parei com isso! Sério! Se eu tirar mais alguma coisa desse tipo do fundo do baú da "Praça é Nossa" nesse texto, me interne!)

Para falar a verdade, todos ao redor levaram um susto mesmo foi com o grito do tiozinho: a menina pedia desculpas por ter deixado a sacola cair no colo do senhor, o namorado tentava ajudar segurando a sacola e a bolsa da namorada, o tarado se jogava para trás, trombando numa mulher que virou com tudo e com a maior cara de brava, acertava a cara dele em cheio, deixando 5 marcas dos dedos e mais a do anelzão na fuça dele. Ela dizia assim "Tá pensando o quê? Vem empurrando e ainda passa a mão? Safado!" E o tiozinho incitava "É sim, seu safado! Salafrário!" (pensa no Tio Scroogey do Pica-Pau "Não esbanje meu açúcar!" kkkkk, só faltava o pé engessado porque a bengala ele já tinha).

A esse ponto, você já está sentindo onde eu quero chegar com toda aquela enrolação do mafagafos e bololô, né?

E o tarado ridículo fez que ia devolver o tapa na mulher, o tiozinho tomou as dores e deu-lhe uma bengalada na cabeça. Daí só vi o vagão todo comemorando como se tivessem comemorando aquele único golzinho que o Brasil fez contra aqueles 7 que a Alemanha marcou na última copa do mundo.

A bengalada foi na cabeça do palhacito lá, mas parece que o efeito surtiu foi na menina que estava com aquele encoxo apertado na garganta. E não é que ela também deu um tapa no tarado, daí que o namorado percebeu o quê estava acontecendo (Aff, meio lesadinho esse aí,  viu?) e partiu pra cima. E era gente, que nem estava envolvida naquele rolo, chorando (Eu hein?!). E eu, que estava a um corredor e meio de distância, só via aquele bololô que mais parecia aquela bola de fumaça de desenho animado quando tem um monte de gente engalfinhada brigando, sabe?

Gzuis! O trem parou numa estação que eu nem me lembro mais, uns funcionários entraram e apartaram a briga e o taradão sem noção foi posto pra fora a ponta pés. E o tiozinho batia a bengala no chão gritando "Cadê meu lugar?! Cadê meu lugar?!". Lógico que logo cederam o lugar para ele. E o medo da bengalada? Hahaha.

Moral da história, para finalizar didaticamente, bora lá: 
"Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos (tinha um monte de cabeças lá mew, mais de cinco, certeza), quem desmafagafizar os mafagafos, (é louco de pedra né? Vê se eu vou tentar desmafagafizar alguma coisa. Tá doido? Eu quero mais é sair inteira desse trem rsrs) bom desmafagafizador será."





segunda-feira, 18 de abril de 2016

TPM - Tensão Psicótica no Metrô

Tem dias que simplesmente tudo dentro de um vagão de metrô te irrita: sim é ela, a TPM - Tensão Psicótica no Metrô. 

Sabe aqueles dias em que andar de metrô ou de outro transporte público tá nível "hard" inferno? Você achou que não podia piorar? (Não faz muito tempo que você usa o transporte público não, faz?!)

Aqueles dias em que o metrô tá super lento, com paradas de tempo indeterminado, aí junta uma pitada de calor, pronto! Irritação na certa.

Mas vou te dar um bônus: você conseguiu se sentar. Uia se isso não é um puta bônus?! O problema é que você já está há tanto tempo naquele metrô e está a caminho do seu trabalho, sabendo que vai se atrasar. Não por sua culpa, porque você se levantou cedinho da cama. Provavelmente, o metrô está daquele jeito que você sabe porque né? Aquilo sabe? "Objeto no trilho" traduza pessoa louca suicida e pontual que resolveu se jogar no trilho no horário habitual de ir a um compromisso  (trabalhar, estudar ou sei lá).

Voltando para o quê consegue te tirar do sério nesses dias e que, normalmente, você nem ligaria muito. Outro dia estava sentada no corredor e me encaixava nesta situação de tensão. De repente, do meu lado sinto um cheiro de tempero, algo parecido com alecrim e tomilho. Putz, na cozinha esse cheiro é maravilhoso, mas quando você se vira e dá de cara com um suvaco cabeludo, é no mínimo estranho né? Sou só eu, ou você já percebeu que existem uns perfumes masculinos que lembram temperos? Juro! Não sei a fixação por esse tipo de coisa, mas num ambiente fechado, aquele "perfume" é irritante de tão estranho. E outra coisa: porque usar uma regata tão cavada com um suvaco desses, my lord?! 

Meu nariz já estava ardido quando o homem encontrou um lugar para se sentar (Tks Lord!), então comecei a prestar atenção numa conversinha mole entre um homem e uma mulher. Nada de mais, típica conversa de amigos de trabalho que querem algo mais, sabe? Até acharia bonitinho aquele clima de possível relacionamento começando, uma certa cordialidade ... em dias normais seria assim, isso se a menina não tivesse uma vozinha (Sim, eu sei é estranho, mas esse é o diminutivo de voz, ok?) estridente e o cara com aquela risada do Pateta, e aqueles montes de sorrisinhos ... Aff! Ele naquelas "quero pegar" e ela no ritmo "quero que pegue mas vou valorizar o passe" (E até acho que ela tá certa, tem que valorizar sem passar o limite da chatice, mas não vamos discutir isso aqui). 

A única coisa que eu pensava era me levantar dali e ir acabar com aquela conversa bem assim "é o seguinte: ele quer dar uns pegas e você tá afim que eu sei, então vamos resolver logo isso. Depois do trampo, você paga um jantar bem legal pra ela e resolvam suas vidas. Fim dessa conversinha.". Sei, totalmente louca! Próximo!

E aquela criança de uns 7 ou 8 anos que tá se sentindo super independente e fica andando de um lado pro outro no metrô?! Toda vez que ela passa é um susto, parece que ela vai cair ou vai arrancar seu braço e sair chutando ele pelo corredor. Que mãe ou pai deixa essa criança louca ficar andando de um lado pro outro daquele jeito? Tenha paciência!

Na tentativa de se acalmar, você começa a reparar coisas sem a menor importância e que você não tem nada a ver, por exemplo, aquela pessoa que está encarnando a pantera cor de rosa. Você começa olhando pra blusa rosa, seus olhos vão acompanhando a sinalização e você se depara com a bolsa rosa. E também tem o óculos que é rosa e ela está de fone de ouvidos, você nem adivinha! Fone cor de rosa também. Aí ela coloca todo esse conjunto Barbie com uma calça jeans e sapatos pretos. E daí? É o gosto da menina! Deixa ela em paz! Mas a essa altura, aquele monte de rosinha ... Argh ... Já irritou e você quer ir lá bater na menina. Veja se isso não é pensamento de louco que anda de transporte público nessa cidade urbana de meu Deus?!

Tudo bem, respirei e fiquei sensata de novo, mas confesso que ficou um pouco difícil de me concentrar e pensar em coisas boas, porque entrou um ser "divino" de fone, mas o som estava tão, mas tão alto, que todos no metrô conseguiam ouvir claramente aquele funk de letra bem ridícula vindo daquela criatura naquela vagão. Pelo amor né? Quem consegue não se irritar com aquilo, pior, quem consegue ouvir aquilo e ainda naquela altura?

Naquele momento eu pensei que eu bem que poderia ter um "raio joselitador" (dá um Google em Joselito do Hermes e Renato, você vai me entender) e agir sem noção. O que eu faria primeiro?

Situação 1. Jogaria um balde de água no homem alecrim (como é só imaginação, seria fácil arranjar um balde com água no metrô, não?!);

Situação 2. Conversinha mole, bem já disse aí em cima;

Situação 3. Amarraria a criança no pé do seu responsável (ainda bem que existe algo chamado consciência que jamais deixaria que eu fizesse uma coisa dessas);

Situação 4. Mandaria pro Esquadrão da Moda;

Situação 5. Pessoa do funk ... bem, eu faria é, bem, como posso descrever com sutileza? ... deixa pra lá! 

Como não fui atingida por nenhum "raio joselitador", o melhor é respirar fundo, contar até 10 mil e ... (Ai que bom! Lembrei que tenho fone na bolsa) e aguardar pela minha estação destino chegar.




segunda-feira, 4 de abril de 2016

Tia, pode tirar o cotovelo da minha costela, por favor?!

Dia típico de semana: acorda atrasada, nem pensa em tomar banho porque não dá tempo, põe a roupa (aquela combinação "Agostinho da Grande Família", porque não quis ver na noite anterior e ainda achou que acordaria mais cedo na manhã seguinte), sai correndo com a metade de um pão com requeijão na boca.

Chega na plataforma do trem e já tá daquele jeito. Fico imaginando: mar de gente, queria ser Moisés, só por um dia, mas deixa pra lá!

Cada um com sua estratégia, a minha só era conseguir entrar no 336º trem que passava e ainda sim chegaria umas 50 horas atrasada no trabalho, belezinha! Todos a postos, atentos para as portas do trem se abrirem e 1,2,3 ... do jeito que entrei, fiquei.

Metade da make no vidro da porta, braço esquerdo para baixo e o direito para cima, e cada um se encaixando no quebra-cabeça. Eis que, a tiazinha resolveu se encaixar bem ali, embaixo do meu sovaco, e eu rezando pro desodorante com duração 24h ser de verdade. Até aí, dia normal para nós urbanos, né? Se não fosse por aquele cotovelo ... Puxa tia, tinha que encaixar o cotovelo entre as minhas 9ª e 10ª costelas?! Sei lá se isso tá certo, mas você entendeu, né?

A tiazinha apavorada, com medo de cair no chão (como se fosse possível ver o chão com milhões de pés em cima dele) só faltava segurar minhas costelas como se tivesse carregando uma sacola e eu tentando me esquivar dela. Que fique claro que essa tarefa não é nada fácil dentro de um trem.

Só sei que respirar já estava complicado e aí foi subindo aquela irritação, sabe? Aquela raiva, mas o que você faz? Respira fundo (força de expressão, porque naquele momento ali não dava para respirar fundo né?), conta até três e pensa "é uma senhorinha, cadê o respeito aos mais velhos?"

O que deu para fazer foi olhar para ela com aquela expressão do tipo "vida difícil né?" e já mandar um "Tia, pode tirar o cotovelo da minha costela?!" Daí a praguinha faz aquela cara que não tá entendendo (Afeeeeeeeeee! Volte 2 casas ... respira fundo e bla bla).

"TIA! Pode chegar o bracinho lindo um pouquinho pra lá?" e ela responde "Ai minha filha, não consigo senão eu caio hihi!" O QUÊEEEE!? Mas a costela é minha, dá licença?

De uma estação a outra parecia ter sido uma eternidade, imagina esperar, naquela situação, mais 982 estações? (Sei, exagero, foram 7 estações).

Cheguei ao meu destino assim: meio azul passando para um tom de roxo, com a sensação que estava praticando apneia, emocionalmente confusa (estava morrendo de ódio da tiazinha, apesar de saber que isso era errado), e com uma ligeira dor na costela.

Chegando no trabalho, passei no banheiro para checar a situação. Não deu outra: costela roxa e dolorida (acredite ou não, fiquei assim por uns 2 dias) e um ódio mortal da tiazinha. Porém, como na vida, "a vingança nunca é plena...", às vezes, temos que ser meio Mestre Miyagi, tirei o ódio do coração e fiquei só com a dor mesmo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

O porteiro do metrô

Não sei quanto a você, mas se tem uma coisa que não entendo é: porta do metrô precisa ter porteiro? Parece piada, né? Mas é sério minha gente! Todos os dias tem um ser que gruda naquela porta e não tem nada que o tire de lá.

Pergunto: você entrou na estação 1, vai descer na 5, um exemplo, pra quê você precisa se fixar em frente a porta, a única saída normal das demais pessoas que querem sair do metrô, meu bom Gzuis?!!!!! É apego? Medo de esquecer de sair do metrô, afinal quem não gostaria de ficar um pouco mais naquele ambiente tão acolhedor e confortável, não?

Só sei que, você que tem um pouco mais de bom senso e se dirige ao corredor do metrô para não prejudicar quem queira sair, quando chegar sua vez de deixá-lo, prepare-se para a odisseia da sua vida! Tcham tcham tchaaaaaaaam!!!! Porque isso não será tarefa fácil. Tá vendo? Mais um urbano prejudicado.

Ah! E como se um elefante não fosse o bastante (sabe a história de um elefante que incomoda muita gente, 2 bla bla, e 3 bla bla ... É elefante mesmo? Sei lá! rsrs), existem variações de porteiros:

Tem aquele porteiro peão: aquela pessoa que pensa que foi o destino que a colocou ali no meio da porta, mas o detalhe é que ela não vai sair tão cedo do trem. Ela resolve parar ali no meio justo naquela estação onde TODOS sairão, mas ela não arreda pé dali. Temos que compreender que é tipo uma missão que ela recebeu. E o que acontece? Todo mundo querendo passar e ela ali girando e girando no meio da multidão. Que lindo!

Tem também o porteiro que cuida da porta pelo lado de fora: abre as portas e você aliviado pensa "que bom, vou sair tranquilameeeeeen... Ops que isso?! A pessoa não espera você sair (acho que ela nem espera a porta abrir, sei lá, vai saber) e já está te empurrando para dentro do trem de novo, lá no meio do corredor. Você pode até ficar naquela briga, cabo de guerra, pra ver quem vai ganhar uma outra viagem de metrô ou quem vai perder aquele, que a força esteja com você rsrs!

Tem aquele porteiro que te engana: faz aquela cara que vai sair do metrô assim como você. Faz o tipo "tô atrasado e essa estação não chega logo", todo seguro de si e você, pobre mortal urbano pensa que, pelo menos hoje, não precisará travar uma batalha para sair no seu destino. Eis que a porta se abre e o dito cujo faz aquela expressão de estar perdido, mas logo se encontrou e concluiu que aquela não era sua estação. OK! Bem, então sai da frente da porta, pelo amor ... Mas nãaaaao! Simplesmente ele decide ficar ali e aguardar a sua estação que é a próxima. Bacana!

Bem, acho que, para uma função que nem existia, achar variações torna nossa experiência urbana ainda mais rica, não acha? (Não força a amizade!)
Só o que eu queria era, um dia conseguir sair na minha estação sem passar pela batalha épica com o chefe da fase, como nos jogos de vídeo game que sempre têm um chefão para passar, e nesse caso, o chefe da fase é o porteiro.

segunda-feira, 14 de março de 2016

E assim surgiu o "Contos do Urban Champion"

Vocês se lembram de um jogo da Nintendo chamado Urban Champion? Claro que, a galera mais "jovis" que curte essa badalação de blog, snapchat e tal não vai saber, mas quem nasceu ali em meados dos anos 80 vai se ligar. E, claro, com isso já vou denunciando minha idade, mas até aí ... Mano, como eu curtia esse jogo quando era criança, me sentia a "mina mano" das ruas, fight nas streetis kkkkk! 

Bem, resumindo (via wiki né?) o Urban Champion era um jogo de luta para dois jogadores produzido pela Nintendo em 1984. E, como foi produzido nessa época, seus gráficos não eram nenhum Halo 5. Putz! Acho que nem chegavam ao Mario Kart, sabem? rsrs. Mas é bem isso aí. 

Fato é que vocês vão me perguntar "Tá, mas o que tem a ver o c#u com as calças?". No meu longo trajeto diário de casa para o trabalho e vice-versa, encarando toda aquela situação que envolve o transporte público de uma grande e urbana cidade, eu me peguei pensando (o trajeto é longo, então eu tenho muuuuuito tempo para pensar) naquele game que jogava na minha infância e em como é irônico reviver este "fight" e tentar ser o "urban champion" todos os dias para chegar nos nossos respectivos destinos hahaha. Vixi, isso foi até filosófico hein?! 

Enfim, quem passa por esses "perrengues" e apertos urbanos rotineiros vai se identificar com muitos dos contos aqui do blog que foi feito para desabafar e rir de nós mesmos (fazer o quê?! rsrs), embora muita gente vai até conseguir refletir sobres essas situações.